segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Conheça o projeto Kombi Literária

Já imaginou que louco seria se todo mundo tivesse a oportunidade de ler um bom livro? 

Eu sei que partindo da nossa realidade é difícil imaginar que milhões de crianças não se interessam pelo hábito de leitura justamente por não terem oportunidade de conheceram obras que conversem diretamente com elas.  Na escola os clássicos são forçados goela abaixo, e fora dali livros por no mínimo trinta reais podem ser considerados artigos de luxo para muitas famílias.

Mas e se uma incrível biblioteca móvel com centenas de livros igualmente incríveis saísse por aí emprestando livros e apresentando histórias para quem ainda não teve essa oportunidade? Esse é o objetivo do projeto Kombi Literária - Rodando Histórias, criado pela professora de literatura Mônica Alves e idealizado pelo colégio SATC de Criciúma, SC.

A ideia é criar uma biblioteca itinerante que visitará colégios uma vez por mês com empréstimos de livros e contação de histórias. Queremos mostrar a estes estudantes como o hábito de leitura pode ser divertido e engrandecedor, e é por isso que estamos arrecadando apenas livros de literatura.

Você que está lendo deve estar pensando, "uau, que legal, mas aonde eu entro nessa história?" Pois então, sabe aquele livro que você já leu e sabe que nunca mais vai pegar na mão? Ou então aquele que você comprou no impulso e sabe que nunca vai ler ? Então, faz a OLX e desapega, doa ele pra gente e pode ter certeza que pra sempre numa estante empoeirada é que ele não vai ficar.

Ok, bacana, mas como eu tenho certeza de que esses livros vão mesmo chegar para as criancinhas? E para onde eu envio minha doação?
É claro que vamos disponibilizar todo o projeto escrito e assinado pela coordenação do Colégio Satc ( que é quem está idealizando o projeto), assim como os telefones da coordenação e os nossos próprios, estamos prontos pra responder qualquer dúvida que aparecer.
Se você resolver realizar uma doação mande um e-mail para : kombiliteraria@hotmail.com ou nos contate atráves doa números (48) 9801-7828 ou (48)9637-1410 e rapidamente vamos lhe responder informando o endereço ou quaisquer informações necessárias

É importante ressaltar que mesmo não podendo nos ajudar com a doação de livros você pode nos ajudar divulgando essa ideia pela internet, em suas redes sociais, blogs, canais, etc.  
Você pode utilizar uma dessas imagens feitas pela nossa equipe ou caso necessite de outros formatos entrar em contato pelos meios citados a cima.




Qualquer dúvida por favor utlize os meios de contato acima ou a aba "Contato" aqui do blog. Também estou sempre no @LanaMinhaEstant

Contamos com sua ajuda!

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

[Resenha] Apenas um ano - Gayle Forman

 Gayle Forman prova mais uma vez porque é uma das autoras mais  promissoras da literatura jovem atual.

"Justamente os dias que queremos que durem são aqueles que duram um, dois, três segundos."


Em "Apenas um dia" Gayle Forman tinha a missão de apresentar os personagens e desenvolver seu enredo, coisa que fez brilhantemente bem. Já em "Apenas um ano" a história é outra. Com os personagens já apresentados e a trama praticamente finalizada, o leitor tinha que se interessar o bastante a ponto de ler a mesma estória sobre outro ponto de vista, dessa vez seríamos os olhos de Willen.

Ao contrário do que a Editora Novo Conceito anuncia na capa, "Apenas um ano" não é a continuação de "Apenas um dia", como eu já disse, se trata da mesma estória só que agora narrada por outro protagonista, o que é arriscado justamente pela dificuldade em manter o leitor interessado ( por se tratar de um livro para jovens adultos, é mais arriscado ainda, já que o público perde o interesse muito rapidamente) , pois de um jeito ou de outro o leitor já conhece e sabe qual será o final. A grande sacada de Gayle, por incrível que pareça, foi não desenvolver seu personagem muito bem no livro anterior de forma que lacunas sobre a personalidade de Willen ainda estivessem abertas e pudessem ser preenchidas aqui.

"Apenas um ano" começa com Willem em um hospital se recuperando de graves ferimentos e com uma grande confusão mental. Aos poucos começa a se lembrar dos acontecimentos que o levaram a estar ali e a lembrança de sua "Lulu" começa a tomar conta de seus pensamentos. A partir daí começa uma busca não apenas para talvez encontrar o grande amor de sua vida, mas tem inicio uma jornada mundial de auto descoberta, onde Willen terá que lidar com sua família, seu luto ainda latente e consigo mesmo.

E é justamente nessa viagem de auto descoberta que a autora consegue mostrar a que veio; relatando detalhadamente e com muita riqueza cada novo destino de Willen. O sentimento que a autora faz  cada lugar trasmitir é o mais interessante nessa duologia. Vamos descobrindo cada lugar com o protagonista ao mesmo tempo em que ele se desenvolve e se torna mais humano.

É interessante ler o desenvolvimento gradual de Willem, de "garanhão" a "viajante apaixonado" muita coisa acontece e Forman conseguiu dar um toque de realidade a tudo isso, inclusive para os personagens mais secundários que desempenham papeis fundamentais na auto descoberta de Willem.

 A narração em primeira pessoa não prende o leitor apenas ao protagonista, é pessoal e impessoal, próxima mas não sufocante. Não consegui enjoar de Willem mesmo tentando. A leitura flui com rapidez e se torna cansativa apenas em alguns poucos momentos em que Willen se torna ligeiramente repetitivo.

Por fim, "Apenas um ano" fica como uma das melhores leituras do ano. Tecnicamente não é melhor que "Apenas um dia", mas pessoalmente o meu favorito. Como eu já disse, é um livro muito humano. Vale a leitura!

4.5/5




Título: Apenas um dia
Autor: Gayle Forman
Editora: Novo Conceito
Páginas : 385
Sinopse:Em Apenas um Dia, os momentos de paixão entre Allyson e Willem foram interrompidos de maneira abrupta, lançando a jovem em um abismo de questionamentos e dor. Agora a história é contada pela voz de Willem. Sem saber exatamente o que o atraiu na garota de olhos grandes e jeito comportado, o rapaz inicia uma busca obsessiva por pistas que levem até a sua Lulu mesmo sem saber sequer o seu nome verdadeiro.

Enquanto tenta compreender o mistério que os separou, Willem se esforça para costurar relacionamentos desgastados e procura respostas para o futuro. Mais do que uma aventura de verão, o encontro em Paris significou para ele o início da vida adulta. Da mesma autora dos best-sellers Se Eu Ficar e Para Onde Ela Foi,

Apenas um Ano reúne todos os ingredientes de um romance imperdível: viagens, saudade, encontros, desencontros e amor.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

17 pessoas que realmente não conseguiram relaxar com os livros de colorir.


Foto : chat-feminino.com
Nem sempre essas "febres" que assolam o Brasil agradam 100 por cento da população. Essas 17 pessoas então, não encararam os livros de colorir com bons olhos :

1 - Prevendo tendências

2 - Provocando recalque



3 - Afastando famílias...



4 - Se tornando tema de dissertações sociais


5 - Decepcionando




6 - Ajudando a piorar a vida



7 - Acumulando Haters






8 - Acabando com amizades



9 - Criando uma nova geração de incendiários




10 - Sendo motivo do ódio mais profundo



Talvez esses livros de colorir tenham realmente ido longe demais...

11 - Ajudando a piorar o "impiorável" ( essa palavra existe?)



12 - Ou ajudando a melhorar (?)








14 - Revelando novos talentos da arte contemporânea (??)...




16 - Não atingindo seus objetivos...

sexta-feira, 31 de julho de 2015

[Pra quem não sabe o que comprar] Aquele da capa azul

Nos últimos dias fiz a chocante descoberta de que boa parte das pessoas que chegam em uma livraria não faz a menor ideia de que livro comprar. Pelo menos pra mim,  que estou sempre envolvido e sei dos lançamentos e (cá entre nós) tenho aqueela lista quilométrica de livros para comprar, isso nunca foi um problema. 

Porém, pensando em você leitor visitante que busca uma luz e uma boa indicação, a coluna "aquele" vai estar sempre que possível indicando livros dos jeitos mais rotineiros possíveis, hoje por exemplo, em " aquele da capa azul" vou indicar lançamentos e livros conhecidos com capa azul que podem ser aquilo que você procura.

Separei 6 livros azuis que provavelmente são o que o você está procurando, dá uma olhada:


Toda luz que não podemos ver | Anthony Doerr 


Marie-Laure vive em Paris, perto do Museu de História Natural, onde seu pai é o chaveiro responsável por cuidar de milhares de fechaduras. Quando a menina fica cega, aos seis anos, o pai constrói uma maquete em miniatura do bairro onde moram para que ela seja capaz de memorizar os caminhos. Na ocupação nazista em Paris, pai e filha fogem para a cidade de Saint-Malo e levam consigo o que talvez seja o mais valioso tesouro do museu. Em uma região de minas na Alemanha, o órfão Werner cresce com a irmã mais nova, encantado pelo rádio que certo dia encontram em uma pilha de lixo. Com a prática, acaba se tornando especialista no aparelho, talento que lhe vale uma vaga em uma escola nazista e, logo depois, uma missão especial: descobrir a fonte das transmissões de rádio responsáveis pela chegada dos Aliados na Normandia. Cada vez mais consciente dos custos humanos de seu trabalho, o rapaz é enviado então para Saint-Malo, onde seu caminho cruza o de Marie-Laure, enquanto ambos tentam sobreviver à Segunda Guerra Mundial.Uma história arrebatadora contada de forma fascinante. Com incrível habilidade para combinar lirismo e uma observação atenta dos horrores da guerra, o premiado autor Anthony Doerr constrói, em Toda luz que não podemos ver, um tocante romance sobre o que há além do mundo visível.



Uma Curva no Tempo | Dani Atkins

"E se a vida lhe desse uma segunda chance?"


 A noite do acidente mudou tudo... Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel está desmoronando. Ela mora sozinha em Londres, num apartamento minúsculo, tem um emprego sem nenhuma perspectiva e vive culpada pela morte de seu melhor amigo. Ela daria tudo para voltar no tempo. Mas a vida não funciona assim... Ou funciona?

A noite do acidente foi uma grande sorte... Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel é perfeita. Ela tem um noivo maravilhoso, pai e amigos adoráveis e a carreira com que sempre sonhou. Mas por que será que ela não consegue afastar as lembranças de uma vida muito diferente?


A Culpa é das estrelas | John Green

Hazel foi diagnosticada com câncer aos treze anos e agora, aos dezesseis, sobrevive graças a uma droga revolucionária que detém a metástase em seus pulmões. Ela sabe que sua doença é terminal e passa os dias vendo tevê e lendo Uma aflição imperial, livro cujo autor deixou muitas perguntas sem resposta. Essa era sua rotina até ela conhecer Augustus Waters, um jovem de dezessete anos que perdeu uma perna devido a um osteosarcoma, em um Grupo de Apoio a Crianças com Câncer. Como Hazel, Gus é inteligente, tem senso de humor e gosta de ironizar os clichês do mundo do câncer - a principal arma dos dois para enfrentar a doença que lentamente drena a vida das pessoas. Com a ajuda de uma instituição que se dedica a realizar o último desejo de crianças doentes, eles embarcam para Amsterdã para procurar Peter Van Houten, o autor de Uma aflição imperial, em busca das respostas que desejam. 



Inspirador, corajoso, irreverente e brutal, A culpa é das estrelas é a obra mais ambiciosa e emocionante de John Green, sobre a alegria e a tragédia que é viver e amar. 



Seis anos depois | Harlan Coben

Jake Fisher e Natalie Avery se conheceram no verão. Eles estavam em retiros diferentes, porém próximos um do outro. O dele era para escritores; o dela, para artistas. Eles se apaixonaram e, juntos, viveram os melhores meses de suas vidas. E foi por isso que Jake não entendeu quando Natalie decidiu romper com ele e se casar com Todd, um ex-namorado. No dia do casamento, ela pediu a Jake que os deixasse em paz e nunca mais voltasse a procurá-la.



Jake tentou esconder seu coração partido dedicando-se integralmente à carreira de professor universitário e assim manteve sua promessa... durante seis anos.

Ao ver o obituário de Todd, Jake não resiste e resolve se reaproximar de Natalie. No enterro, em vez de sua amada, encontra uma viúva diferente e logo descobre que o casamento de Natalie e Todd não passou de uma farsa.

Agora ele está decidido a ir atrás dela, esteja onde estiver, mas não imagina os perigos que envolvem procurar uma pessoa que não quer ser encontrada.

Em Seis Anos Depois Harlan Coben usa todo o seu talento para criar uma trama sensacional sobre um amor perdido e os segredos que ele esconde.



Fragmentada | Neal Shusterman

"Só porque a lei diz, não significa que é verdade"


Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria .

Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos desde as mãos até o coração é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe.


O vencedor do Boston Globe-Horn Book Award, Neal Shusterman, desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo.


Quando tudo volta | John Corey Whaley

"Porque eu estou acordado em um mundo de pessoas que dormem"

Uma morte por overdose. Um fanático estudioso da Bíblia. Um pássaro lendário. Pesadelos com zumbis. Coisas tão diferentes podem habitar a vida de uma única pessoa? Cullen Witter leva uma vida sem graça. Trabalha em uma lanchonete, tenta compreender as garotas e não é lá muito sociável. Seu irmão, Gabriel, de 15 anos, costuma ser o centro das atenções por onde passa. Mas Cullen não tem ciúmes dele. Na verdade, ele é o seu maior admirador. O desaparecimento (ou fuga?) de Gabriel fica em segundo plano diante da nova mania da cidade: o pica-pau Lázaro, que todos pensavam estar extinto e que resolveu, aparentemente, ressuscitar por aquelas bandas. Em meio a uma cidade eufórica por causa de um pássaro que talvez nem exista de verdade, Cullen sofre com a falta do irmão e deseja, mais que tudo, que os seus sonhos se tornem realidade. E bem rápido.

terça-feira, 28 de julho de 2015

[Resenha] O Nome do vento - Patrick Rothfuss

"Conversei com deuses, amei mulheres e escrevi canções que fazem os menestréis chorar.Vocês devem ter ouvido falar de mim"

Quando eu percebo o quanto enrolei para finalmente ler esse livro, chego a conclusão de que foi tempo demais. Aproximadamente seis meses depois de ter chegado aqui em casa eu abri "O Nome do Vento" pela primeira vez. Não me arrependo nenhum pouco.

A icônica obra de Patrick Rothfuss nos apresenta Kote, proprietário da Pousada Marco do Percurso que ao receber um cronista em sua estalagem começa a relatar sua estória de vida durante 3 dias ( um livro da série para cada dia).

Filho de artistas e líderes de uma trupe teatral, Kvothe cresceu em meio a arte e cada dia em um lugar diferente. Sua vida muda quando em um dia comum ao voltar de um passei encontra sua família e toda a sua trupe morta e além do mais, é quase assassinado também. A partir daí suas desventuras e infortúnios os levarão a começar seus estudos e descobrir mais sobre si mesmo e sobre o misterioso assassino de seus pais.

Fantasia de altíssimo nível: essas são as palavras que me vêm à cabeça quando penso nesse livro.

É até difícil falar de um livro tão bom, mas vamos lá: o mais bacana de O nome do Vento é sua estrutura simples. Ao decidir usar o protagonista como narrador da própria estória, Rothfuss mostra sagacidade e habilidade ao fazer com que a narração em primeira pessoa não se torne pessoal demais e ao mesmo tempo a faz íntima. Kvothe ( o protagonista) é um personagem complexo, com muita profundidade e devido às palavras de Patrick, muito tangível e real também.

Se tratando de um livro com mais de 600 páginas o ritmo é de extrema importância. Normalmente o primeiro volume de uma série com muitos elementos ( nesse caso mundo, reinos, divindades, religiões e etc) tende a ser denso e com um ritmo lento, tornando a leitura bem mais demorada. Bom, de fato demorei um bocado de tempo para finalizar "O Nome do Vento" mas certamente não pelo ritmo do autor, ler o livro aos poucos foi uma decisão minha e caso contrário tenho certeza que a leitura seria rápida.

Os personagens principais e secundários tem um papel muito importante no desenvolvimento de Kvothe, tendo em vista que ele não tem mais família. Seus amigos da universidade são personagens carismáticos que admito, senti falta de mais participação, ambos poderiam ter sido melhor trabalhados. Achei interessante como mesmo com todas as dificuldades e desaventuras da vida do protagonista, o autor conseguiu inserir sentimentos de um adolescente normal; o colega implicante ( que apesar de parecer apenas "uma desavença" da universidade, se mostra depois peça chave inclusive para acontecimentos dos livros futuros) e as duvidas quanto a estar apaixonado.

Falando em "estar apaixonado" é impossível não ressaltar a forma singela e delicada com que o autor trabalhou a primeira paixão de Kvothe. O mistério que envolve a personagem em questão ( seria spoiler revelar o nome dela) me pegou de jeito e logo me vi torcendo pelo casal.

Por fim, posso afirmar que pelo menos pra mim Patrick Rothfuss entregou um livro praticamente impecável. Fui surpreendido pela escrita simples e narrativa envolvente e logo me vi preso à estória. Vale lembrar da belíssima ilustração de capa e da tradução incrível de Vera Ribeiro, primorosa e muito bem feita.
5/5

Título : O nome do vento
Autor: Patrick Rothfuss
Editora: Arqueiro
Páginas: 656
Sinopse:Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso.
Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano - os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.
Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade. 
Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade - notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame. 
Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

[Quote time] As melhores citações de "Black para sempre"


"Em algum momento você vai ter que entender que algumas pessoas podem ficar pra sempre no seu coração mas não na sua vida. "

"Lembranças são o nosso de jeito de nos agarrarmos as coisas que amamos, e o meu plano é construir as melhores lembranças com você"




"O ininito é para sempre, e é isso que você é para mim. Você é o meu "para sempre" Sr. Black"


"Eu nunca entendi meu propósito nesse mundo; nunca tive nada além de dor e perdas durante toda a minha vida. Mas agora eu entendi porque Deus me salvou da primeira vez : pra eu te encontrar. E então ele me salvou pela segunda vez, porque aí eu poderia te amar pra sempre. Essa casa é perfeita, você é perfeito e ninguém nunca vai tirar isso de nós. Nosso amor é infinito e eu vou passar o resto da minha vida te provando isso."



As traduções são minhas, então se for repostar não esqueça dos créditos!


A gente se vê ;)

segunda-feira, 22 de junho de 2015

[News] Julho com a Novo Conceito


Julho está chegando na velocidade da luz e é sempre ficar antenado e saber quais novidades virão, não é? ( até mesmo pra tirar aquele 30% do dinheiro das necessidades básicas pra comprar os livros hahaha). A editora Novo Conceito já divulgou quais serão seus lançamentos para o sétimo mês do ano e tem bastante coisa legal, dá uma olhada:



Fragmentada | Neal Shusterman

"Só porque a lei diz, não significa que é verdade"

Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria .

Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos desde as mãos até o coração é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe.


O vencedor do Boston Globe-Horn Book Award, Neal Shusterman, desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo.




Soldier | Sam Angus
"Leal até o fim"


Quando Tom Ryder é convocado para lutar na Primeira Guerra Mundial, não imagina o quanto o seu irmão mais novo, Stanley, sentirá sua falta. A única alegria do garoto são os filhotes de Rocket, a cadela premiada que é o orgulho da família. Porém, ao descobrir que Rocket teve filhotes mestiços, o pai de Stanley fica furioso e ameaça afogar os cãezinhos.
Inconformado e desejando reencontrar Tom, Stanley foge de casa. Mentindo a idade, consegue se alistar no exército britânico. Somente o amor incondicional pelos animais será capaz de fazê-lo sobreviver à brutalidade e à frieza dos campos de batalha. Uma prova de que a inocência e a sensibilidade podem ser mais poderosas do que a guerra.

SOLDIER: Leal até o fim é um livro emocionante e intenso, recomendado para leitores de todas as idades, especialmente para os apaixonados por cães.

Mentiras que confortam | Randy Susan Meyers

"Uma ação, uma reação e uma decisão podem mudar tudo"

Cinco anos atrás...
Tia apaixonou-se obsessivamente por um homem por quem nunca deveria ter se apaixonado. Quando engravidou, Nathan desapareceu, e ela entregou seu bebê para a adoção.
Caroline adotou um bebê para agradar o marido. Agora ela questiona se está preparada para o papel de esposa e mãe.
Juliette considerava sua vida perfeita: tinha um casamento sólido, dois lindos filhos e um negócio próspero. E então ela descobre o caso de Nathan. Ele prometeu que nunca a trairia novamente, e ela confiou nele.

Hoje...
Tia ainda não superou o fim do seu caso com Nathan. Todos os anos ela recebe fotos de sua garotinha, e desta vez, em um impulso, decide enviar algumas delas para a casa do ex-amante. É Juliette quem abre o envelope. Ela nunca soube da existência da criança, e agora precisa desesperadamente descobrir quantas outras mentiras sustentaram o seu casamento até hoje
.


Entre esses três, "Fragmentados" foi o que mais me chamou a atenção. Achei a sinopse bem bacana e já estou louco pra saber como vai ser!


A gente se vê ;)


terça-feira, 16 de junho de 2015

Franquia de sucesso volta aos cinemas de forma pálida e limitada.

Mais de uma década se passou desde o lançamento do último capítulo da trilogia dos dinossauros, e desde então as especulações sobre um possível retorno de uma das franquias mais rentáveis da década passada eram constantes.

Em 2013, houve a confirmação e esse ano, mais precisamente no dia 11 de junho houve sua estreia brasileira. Eu estava lá no dia da estréia e vou falar pra vocês quais foram as minhas conclusões.

Mesmo com todo o avanço da tecnologia que pode ser empregada na indústria cinematográfica atualmente, filmes sobre dinossauros são praticamente inexistentes. O motivo é simples: São caros. Extremamente caros pra ser mais exato. Jurassic World por exemplo, com um orçamento de 180 milhões ainda evitava exibir constantemente as feições de suas feras focando nas patas e sinto dizer, rabo. Além disso, me dói ter que falar que a "mesquinharia" da produção milionária não para aí. Além das feições, a produção limita também o desenvolvimento de seus personagens transformando todos em esteriótipos descarados de filmes família e de aventura; o irmão mais velho que trata o mais novo como lixo, o grande biólogo/cientista/aventureiro/treinador (Chris Pratt aqui praticamente confirmando que tem tudo para ser o próximo Indiana Jones) e é claro, a figura feminina, exemplificada aqui pela administradora do parque ( que, é obvio, corre o filme inteiro de salto, diminui o tamanho da roupa para explorar a floresta e, por último, tem que ter alguma relação com o macho da trama).Impressionante.

A estória é a seguinte: os irmãos Zach e Gray Mitchel são enviados pelos pais para passar um período de suas férias no até então mais famoso parque temático do mundo, o Jurassic World, que teria sido reinaugurado depois dos acontecimentos trágicos dos filmes anteriores. Logicamente, os irmãos protagonistas não poderiam passar horas e horas em filas e claro, contariam com a ajuda e guia de sua tia Claire Dearing, doutora chefe e administradora do parque.É obvio que os irmãos teriam uma relação muito ruim, enquanto o mais velho - Zach- não apresenta um pingo de felicidade ao ir para o parque, parecendo mais preocupado com sua namorada/amor da vida/Crush infinita ( que nem é mencionada novamente no filme), Gray não consegue conter a emoção, afinal, está realizando seu maior sonho. É apaixonado por dinossauros, sabe de cor seus nomes, composições químicas e tudo o mais . A sequencia em que os irmãos entram no Hall de entrada do salão principal do parque e o menor vai loucamente nos computadores criar seu gene virtual é engraçada. Motivo? Dez minutos depois o rapazinho nem se lembra mais dessa inteligência toda e só sabe gritar e elogiar o  biólogo/cientista/aventureiro/treinador. Falando nele, é aí que entra nosso hipnotista de dinossauros! Chris Pratt vive Owen Grady, o cientista gente boa que defende e fala com os ex-extintos.



Como o capitalismo é sujo e devorador, para atrair novos investidores, o dono do parque - Indiano travestido de Tony Stark- decide criar a primeira espécie de dinossauros gerada totalmente em laboratório, a partir da manipulação de genes. "Maior e com mais dentes". Isso não ia dar certo é nunca, e então assim que temos nossa máquina devoradora do trailer.

O ritmo do filme foi algo que também me incomodou, os acontecimentos iniciais pareceram levar décadas para se desenvolverem, enquanto o "final" foi apressado demais. Falando em final, é impossível não falar no desfecho, ou melhor, do modo como a "maior batalha desumana e impressionante dos dois maiores dinossauros que já existiram" terminou: do jeito mais tosco possível. Me recusei a acreditar quando aconteceu.

A direção ao menos, aparentemente conduziu com mão firme o roteiro esculhambado, mesmo que a fotografia tão básica não tenha ajudado muito. O maior ponto positivo fica para o visual do parque e para o elenco mesmo. Cenografia estava afiada e o parque incrível. O elenco, coitado, fez o que pode com esses personagens estereotipados, e se deram bem. Destaque para o ator mirim Ty Simpkins, que fez que seu personagem, Gray, não fosse apenas uma criança chata.

O principal problema de Jurassic World, ao meu ver, foi subestimar seu público. Os adolescentes de hoje não são os mesmos que se impressionavam fácil com qualquer CGI dos anos 90, e já não é tão fácil assim fazer os jovens acreditarem em qualquer coisa. 

Talvez os pais saudosistas sintam aquela pontada no coração ao sentirem  que estão sendo homenageados,ou talvez assim como eu, achem que estão sendo ludibriados. Estamos falando de um filme que se limitou sozinho, não tem como defender.

sexta-feira, 12 de junho de 2015

As Capas de "Quem é você Alasca?" pelo mundo

"Quem é você Alasca?" é um dos livros mais antiguinhos do John Green, e como de costume foi publicado em MUITOS países e muitos idiomas, o que significa: muitas e muitas capas diferentes ao redor do mundo. Pra começar vou mostrar pra vocês a capa oficial lançada nos Estados Unidos, olha só:
Acho essa capa muito simples e uma das mais bonitas, a composição é super básica e mesmo assim não deixa de chamar a atenção. Muitas das capas internacionais são adaptações dessa  ( e resolvi nem mostrar aqui), inclusive a nova edição publicada pela editora intrínseca ( veja aqui).
 A primeira editora a publicar "Quem é você Alasca?" aqui no brasil foi a WMF martins fontes, e a primeira capa é essa com o rosto da garota. Pra mim é disparado a mais bonita lançada não apenas no brasil, mas no mundo inteiro. Acho a foto incrível e me corto quase todo dia por não ter essa versão.

Por motivos, hm... de desespero mesmo, antes de perder os direitos para a Editora Intrínseca a WMF publicou o livro simultaneamente com QUATRO capas diferentes e uma versão encadernada. A única dessas capas que eu gostei foi a versão "do leitor" que é a com a ilustração da garota de chinelos.

A capa com desenho em quadrinhos não me convenceu muito e essa toda colorida muito menos,
 Partindo para outros países começamos com Dinamarca e Rússia. Essa capa da Dinamarca não me agrada muito, apesar de gostar da ideia. Achei a montagem feia e a ilustração mal feita. A versão Russa é uma das minhas favoritas! Esse barquinho de origami feito de cartas e essa fumaça choram pra estar na minha estante!
 Senhoras e senhores, QUANTA CRIATIVIDADE não é mesmo?! A Espanha, que costuma fazer capas muito bonitas para seus livros me decepcionou bastante com essas duas coisinhas aqui. Esse verde fluorecente me incomoda, além dessa ilustração super sem graça. Sobre esse "A" gigante eu não quero nem falar nada...
 As capas francesas estão no meio termo, não é? Essa primeira eu não sei porque me lembra algo dos anos 80, mas traz um sentimento bom ( vai entender). Essa do labirinto ( olha ele aqui de novo) é bonitinha mas meio sem graça, concordam?
 Não tenho palavras pra essa primeira capa holandesa, É LINDA DEMAIS! Essa foto, o foco nos olhos verdes, a fonte da letra, amei tudo! Já quero uma versão dessa aqui no Brasil!  Esse cigarrinho voando ficou meio estranho, concordam? Achei essa capa simples de um jeito incompleto, não me agradou.
 Que bagunça é essa Hungria? Não gostei mesmo! Sem falar dessa foto totalmente deslocada. 
Já o Japão acho que pediu uma ajudinha pro ilustrador dos livros da Ruth Rocha, hahaha. Essa capa japonesa não ficou parecendo capa de livro infantil? Achei muito fraquinha.
 Ai Polônia, eu te amo mas com essa primeira capa não tem como te defender. Amei a segunda! Achei a ilustração linda!
 Coisa mais linda essa primeira capa portuguesa, amei essa flor des-mai-ada. A capa nesse tom azul escuro ficou linda demais! Não gostei da segunda. Muitas informações e tudo muito bagunçado.
Olha Polônia aqui de novo! Capa bonitinha mas um tanto estranha ( me lembrou "Cilada" do Harlan Coben". SUÉCIA, SUA LINDA! Que capa é essa? Amei esse ar de road trip ( mesmo que não tenha nada a ver com o livro).

Quais as suas favoritas? Eu fico com a primeira brasileira, a sueca e a primeira Holandesa! Lindas Demais! 

A gente se vê ;)
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