terça-feira, 28 de julho de 2015

[Resenha] O Nome do vento - Patrick Rothfuss

"Conversei com deuses, amei mulheres e escrevi canções que fazem os menestréis chorar.Vocês devem ter ouvido falar de mim"

Quando eu percebo o quanto enrolei para finalmente ler esse livro, chego a conclusão de que foi tempo demais. Aproximadamente seis meses depois de ter chegado aqui em casa eu abri "O Nome do Vento" pela primeira vez. Não me arrependo nenhum pouco.

A icônica obra de Patrick Rothfuss nos apresenta Kote, proprietário da Pousada Marco do Percurso que ao receber um cronista em sua estalagem começa a relatar sua estória de vida durante 3 dias ( um livro da série para cada dia).

Filho de artistas e líderes de uma trupe teatral, Kvothe cresceu em meio a arte e cada dia em um lugar diferente. Sua vida muda quando em um dia comum ao voltar de um passei encontra sua família e toda a sua trupe morta e além do mais, é quase assassinado também. A partir daí suas desventuras e infortúnios os levarão a começar seus estudos e descobrir mais sobre si mesmo e sobre o misterioso assassino de seus pais.

Fantasia de altíssimo nível: essas são as palavras que me vêm à cabeça quando penso nesse livro.

É até difícil falar de um livro tão bom, mas vamos lá: o mais bacana de O nome do Vento é sua estrutura simples. Ao decidir usar o protagonista como narrador da própria estória, Rothfuss mostra sagacidade e habilidade ao fazer com que a narração em primeira pessoa não se torne pessoal demais e ao mesmo tempo a faz íntima. Kvothe ( o protagonista) é um personagem complexo, com muita profundidade e devido às palavras de Patrick, muito tangível e real também.

Se tratando de um livro com mais de 600 páginas o ritmo é de extrema importância. Normalmente o primeiro volume de uma série com muitos elementos ( nesse caso mundo, reinos, divindades, religiões e etc) tende a ser denso e com um ritmo lento, tornando a leitura bem mais demorada. Bom, de fato demorei um bocado de tempo para finalizar "O Nome do Vento" mas certamente não pelo ritmo do autor, ler o livro aos poucos foi uma decisão minha e caso contrário tenho certeza que a leitura seria rápida.

Os personagens principais e secundários tem um papel muito importante no desenvolvimento de Kvothe, tendo em vista que ele não tem mais família. Seus amigos da universidade são personagens carismáticos que admito, senti falta de mais participação, ambos poderiam ter sido melhor trabalhados. Achei interessante como mesmo com todas as dificuldades e desaventuras da vida do protagonista, o autor conseguiu inserir sentimentos de um adolescente normal; o colega implicante ( que apesar de parecer apenas "uma desavença" da universidade, se mostra depois peça chave inclusive para acontecimentos dos livros futuros) e as duvidas quanto a estar apaixonado.

Falando em "estar apaixonado" é impossível não ressaltar a forma singela e delicada com que o autor trabalhou a primeira paixão de Kvothe. O mistério que envolve a personagem em questão ( seria spoiler revelar o nome dela) me pegou de jeito e logo me vi torcendo pelo casal.

Por fim, posso afirmar que pelo menos pra mim Patrick Rothfuss entregou um livro praticamente impecável. Fui surpreendido pela escrita simples e narrativa envolvente e logo me vi preso à estória. Vale lembrar da belíssima ilustração de capa e da tradução incrível de Vera Ribeiro, primorosa e muito bem feita.
5/5

Título : O nome do vento
Autor: Patrick Rothfuss
Editora: Arqueiro
Páginas: 656
Sinopse:Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso.
Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano - os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.
Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade. 
Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade - notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame. 
Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

[Quote time] As melhores citações de "Black para sempre"


"Em algum momento você vai ter que entender que algumas pessoas podem ficar pra sempre no seu coração mas não na sua vida. "

"Lembranças são o nosso de jeito de nos agarrarmos as coisas que amamos, e o meu plano é construir as melhores lembranças com você"




"O ininito é para sempre, e é isso que você é para mim. Você é o meu "para sempre" Sr. Black"


"Eu nunca entendi meu propósito nesse mundo; nunca tive nada além de dor e perdas durante toda a minha vida. Mas agora eu entendi porque Deus me salvou da primeira vez : pra eu te encontrar. E então ele me salvou pela segunda vez, porque aí eu poderia te amar pra sempre. Essa casa é perfeita, você é perfeito e ninguém nunca vai tirar isso de nós. Nosso amor é infinito e eu vou passar o resto da minha vida te provando isso."



As traduções são minhas, então se for repostar não esqueça dos créditos!


A gente se vê ;)

segunda-feira, 22 de junho de 2015

[News] Julho com a Novo Conceito


Julho está chegando na velocidade da luz e é sempre ficar antenado e saber quais novidades virão, não é? ( até mesmo pra tirar aquele 30% do dinheiro das necessidades básicas pra comprar os livros hahaha). A editora Novo Conceito já divulgou quais serão seus lançamentos para o sétimo mês do ano e tem bastante coisa legal, dá uma olhada:



Fragmentada | Neal Shusterman

"Só porque a lei diz, não significa que é verdade"

Em uma sociedade em que os jovens rejeitados são destinados a terem seus corpos reduzidos a pedaços, três fugitivos lutam contra o sistema que os fragmentaria .

Unidos pelo acaso e pelo desespero, esses improváveis companheiros fazem uma alucinante viagem pelo país, conscientes de que suas vidas estão em jogo. Se conseguirem sobreviver até completarem 18 anos, estarão salvos. No entanto, quando cada parte de seus corpos desde as mãos até o coração é caçada por um mundo ensandecido, 18 anos parece muito, muito longe.


O vencedor do Boston Globe-Horn Book Award, Neal Shusterman, desafia as ideias dos leitores sobre a vida: não apenas sobre onde ela começa e termina, mas sobre o que realmente significa estar vivo.




Soldier | Sam Angus
"Leal até o fim"


Quando Tom Ryder é convocado para lutar na Primeira Guerra Mundial, não imagina o quanto o seu irmão mais novo, Stanley, sentirá sua falta. A única alegria do garoto são os filhotes de Rocket, a cadela premiada que é o orgulho da família. Porém, ao descobrir que Rocket teve filhotes mestiços, o pai de Stanley fica furioso e ameaça afogar os cãezinhos.
Inconformado e desejando reencontrar Tom, Stanley foge de casa. Mentindo a idade, consegue se alistar no exército britânico. Somente o amor incondicional pelos animais será capaz de fazê-lo sobreviver à brutalidade e à frieza dos campos de batalha. Uma prova de que a inocência e a sensibilidade podem ser mais poderosas do que a guerra.

SOLDIER: Leal até o fim é um livro emocionante e intenso, recomendado para leitores de todas as idades, especialmente para os apaixonados por cães.

Mentiras que confortam | Randy Susan Meyers

"Uma ação, uma reação e uma decisão podem mudar tudo"

Cinco anos atrás...
Tia apaixonou-se obsessivamente por um homem por quem nunca deveria ter se apaixonado. Quando engravidou, Nathan desapareceu, e ela entregou seu bebê para a adoção.
Caroline adotou um bebê para agradar o marido. Agora ela questiona se está preparada para o papel de esposa e mãe.
Juliette considerava sua vida perfeita: tinha um casamento sólido, dois lindos filhos e um negócio próspero. E então ela descobre o caso de Nathan. Ele prometeu que nunca a trairia novamente, e ela confiou nele.

Hoje...
Tia ainda não superou o fim do seu caso com Nathan. Todos os anos ela recebe fotos de sua garotinha, e desta vez, em um impulso, decide enviar algumas delas para a casa do ex-amante. É Juliette quem abre o envelope. Ela nunca soube da existência da criança, e agora precisa desesperadamente descobrir quantas outras mentiras sustentaram o seu casamento até hoje
.


Entre esses três, "Fragmentados" foi o que mais me chamou a atenção. Achei a sinopse bem bacana e já estou louco pra saber como vai ser!


A gente se vê ;)


terça-feira, 16 de junho de 2015

Franquia de sucesso volta aos cinemas de forma pálida e limitada.

Mais de uma década se passou desde o lançamento do último capítulo da trilogia dos dinossauros, e desde então as especulações sobre um possível retorno de uma das franquias mais rentáveis da década passada eram constantes.

Em 2013, houve a confirmação e esse ano, mais precisamente no dia 11 de junho houve sua estreia brasileira. Eu estava lá no dia da estréia e vou falar pra vocês quais foram as minhas conclusões.

Mesmo com todo o avanço da tecnologia que pode ser empregada na indústria cinematográfica atualmente, filmes sobre dinossauros são praticamente inexistentes. O motivo é simples: São caros. Extremamente caros pra ser mais exato. Jurassic World por exemplo, com um orçamento de 180 milhões ainda evitava exibir constantemente as feições de suas feras focando nas patas e sinto dizer, rabo. Além disso, me dói ter que falar que a "mesquinharia" da produção milionária não para aí. Além das feições, a produção limita também o desenvolvimento de seus personagens transformando todos em esteriótipos descarados de filmes família e de aventura; o irmão mais velho que trata o mais novo como lixo, o grande biólogo/cientista/aventureiro/treinador (Chris Pratt aqui praticamente confirmando que tem tudo para ser o próximo Indiana Jones) e é claro, a figura feminina, exemplificada aqui pela administradora do parque ( que, é obvio, corre o filme inteiro de salto, diminui o tamanho da roupa para explorar a floresta e, por último, tem que ter alguma relação com o macho da trama).Impressionante.

A estória é a seguinte: os irmãos Zach e Gray Mitchel são enviados pelos pais para passar um período de suas férias no até então mais famoso parque temático do mundo, o Jurassic World, que teria sido reinaugurado depois dos acontecimentos trágicos dos filmes anteriores. Logicamente, os irmãos protagonistas não poderiam passar horas e horas em filas e claro, contariam com a ajuda e guia de sua tia Claire Dearing, doutora chefe e administradora do parque.É obvio que os irmãos teriam uma relação muito ruim, enquanto o mais velho - Zach- não apresenta um pingo de felicidade ao ir para o parque, parecendo mais preocupado com sua namorada/amor da vida/Crush infinita ( que nem é mencionada novamente no filme), Gray não consegue conter a emoção, afinal, está realizando seu maior sonho. É apaixonado por dinossauros, sabe de cor seus nomes, composições químicas e tudo o mais . A sequencia em que os irmãos entram no Hall de entrada do salão principal do parque e o menor vai loucamente nos computadores criar seu gene virtual é engraçada. Motivo? Dez minutos depois o rapazinho nem se lembra mais dessa inteligência toda e só sabe gritar e elogiar o  biólogo/cientista/aventureiro/treinador. Falando nele, é aí que entra nosso hipnotista de dinossauros! Chris Pratt vive Owen Grady, o cientista gente boa que defende e fala com os ex-extintos.



Como o capitalismo é sujo e devorador, para atrair novos investidores, o dono do parque - Indiano travestido de Tony Stark- decide criar a primeira espécie de dinossauros gerada totalmente em laboratório, a partir da manipulação de genes. "Maior e com mais dentes". Isso não ia dar certo é nunca, e então assim que temos nossa máquina devoradora do trailer.

O ritmo do filme foi algo que também me incomodou, os acontecimentos iniciais pareceram levar décadas para se desenvolverem, enquanto o "final" foi apressado demais. Falando em final, é impossível não falar no desfecho, ou melhor, do modo como a "maior batalha desumana e impressionante dos dois maiores dinossauros que já existiram" terminou: do jeito mais tosco possível. Me recusei a acreditar quando aconteceu.

A direção ao menos, aparentemente conduziu com mão firme o roteiro esculhambado, mesmo que a fotografia tão básica não tenha ajudado muito. O maior ponto positivo fica para o visual do parque e para o elenco mesmo. Cenografia estava afiada e o parque incrível. O elenco, coitado, fez o que pode com esses personagens estereotipados, e se deram bem. Destaque para o ator mirim Ty Simpkins, que fez que seu personagem, Gray, não fosse apenas uma criança chata.

O principal problema de Jurassic World, ao meu ver, foi subestimar seu público. Os adolescentes de hoje não são os mesmos que se impressionavam fácil com qualquer CGI dos anos 90, e já não é tão fácil assim fazer os jovens acreditarem em qualquer coisa. 

Talvez os pais saudosistas sintam aquela pontada no coração ao sentirem  que estão sendo homenageados,ou talvez assim como eu, achem que estão sendo ludibriados. Estamos falando de um filme que se limitou sozinho, não tem como defender.
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