Quando eu percebo o quanto enrolei para finalmente ler esse livro, chego a conclusão de que foi tempo demais. Aproximadamente seis meses depois de ter chegado aqui em casa eu abri "O Nome do Vento" pela primeira vez. Não me arrependo nenhum pouco.
A icônica obra de Patrick Rothfuss nos apresenta Kote, proprietário da Pousada Marco do Percurso que ao receber um cronista em sua estalagem começa a relatar sua estória de vida durante 3 dias ( um livro da série para cada dia).
Filho de artistas e líderes de uma trupe teatral, Kvothe cresceu em meio a arte e cada dia em um lugar diferente. Sua vida muda quando em um dia comum ao voltar de um passei encontra sua família e toda a sua trupe morta e além do mais, é quase assassinado também. A partir daí suas desventuras e infortúnios os levarão a começar seus estudos e descobrir mais sobre si mesmo e sobre o misterioso assassino de seus pais.
Fantasia de altíssimo nível: essas são as palavras que me vêm à cabeça quando penso nesse livro.
É até difícil falar de um livro tão bom, mas vamos lá: o mais bacana de O nome do Vento é sua estrutura simples. Ao decidir usar o protagonista como narrador da própria estória, Rothfuss mostra sagacidade e habilidade ao fazer com que a narração em primeira pessoa não se torne pessoal demais e ao mesmo tempo a faz íntima. Kvothe ( o protagonista) é um personagem complexo, com muita profundidade e devido às palavras de Patrick, muito tangível e real também.
Se tratando de um livro com mais de 600 páginas o ritmo é de extrema importância. Normalmente o primeiro volume de uma série com muitos elementos ( nesse caso mundo, reinos, divindades, religiões e etc) tende a ser denso e com um ritmo lento, tornando a leitura bem mais demorada. Bom, de fato demorei um bocado de tempo para finalizar "O Nome do Vento" mas certamente não pelo ritmo do autor, ler o livro aos poucos foi uma decisão minha e caso contrário tenho certeza que a leitura seria rápida.
Os personagens principais e secundários tem um papel muito importante no desenvolvimento de Kvothe, tendo em vista que ele não tem mais família. Seus amigos da universidade são personagens carismáticos que admito, senti falta de mais participação, ambos poderiam ter sido melhor trabalhados. Achei interessante como mesmo com todas as dificuldades e desaventuras da vida do protagonista, o autor conseguiu inserir sentimentos de um adolescente normal; o colega implicante ( que apesar de parecer apenas "uma desavença" da universidade, se mostra depois peça chave inclusive para acontecimentos dos livros futuros) e as duvidas quanto a estar apaixonado.
Falando em "estar apaixonado" é impossível não ressaltar a forma singela e delicada com que o autor trabalhou a primeira paixão de Kvothe. O mistério que envolve a personagem em questão ( seria spoiler revelar o nome dela) me pegou de jeito e logo me vi torcendo pelo casal.
Por fim, posso afirmar que pelo menos pra mim Patrick Rothfuss entregou um livro praticamente impecável. Fui surpreendido pela escrita simples e narrativa envolvente e logo me vi preso à estória. Vale lembrar da belíssima ilustração de capa e da tradução incrível de Vera Ribeiro, primorosa e muito bem feita.
5/5
Fantasia de altíssimo nível: essas são as palavras que me vêm à cabeça quando penso nesse livro.
É até difícil falar de um livro tão bom, mas vamos lá: o mais bacana de O nome do Vento é sua estrutura simples. Ao decidir usar o protagonista como narrador da própria estória, Rothfuss mostra sagacidade e habilidade ao fazer com que a narração em primeira pessoa não se torne pessoal demais e ao mesmo tempo a faz íntima. Kvothe ( o protagonista) é um personagem complexo, com muita profundidade e devido às palavras de Patrick, muito tangível e real também.
Se tratando de um livro com mais de 600 páginas o ritmo é de extrema importância. Normalmente o primeiro volume de uma série com muitos elementos ( nesse caso mundo, reinos, divindades, religiões e etc) tende a ser denso e com um ritmo lento, tornando a leitura bem mais demorada. Bom, de fato demorei um bocado de tempo para finalizar "O Nome do Vento" mas certamente não pelo ritmo do autor, ler o livro aos poucos foi uma decisão minha e caso contrário tenho certeza que a leitura seria rápida.
Os personagens principais e secundários tem um papel muito importante no desenvolvimento de Kvothe, tendo em vista que ele não tem mais família. Seus amigos da universidade são personagens carismáticos que admito, senti falta de mais participação, ambos poderiam ter sido melhor trabalhados. Achei interessante como mesmo com todas as dificuldades e desaventuras da vida do protagonista, o autor conseguiu inserir sentimentos de um adolescente normal; o colega implicante ( que apesar de parecer apenas "uma desavença" da universidade, se mostra depois peça chave inclusive para acontecimentos dos livros futuros) e as duvidas quanto a estar apaixonado.
Falando em "estar apaixonado" é impossível não ressaltar a forma singela e delicada com que o autor trabalhou a primeira paixão de Kvothe. O mistério que envolve a personagem em questão ( seria spoiler revelar o nome dela) me pegou de jeito e logo me vi torcendo pelo casal.
Por fim, posso afirmar que pelo menos pra mim Patrick Rothfuss entregou um livro praticamente impecável. Fui surpreendido pela escrita simples e narrativa envolvente e logo me vi preso à estória. Vale lembrar da belíssima ilustração de capa e da tradução incrível de Vera Ribeiro, primorosa e muito bem feita.
5/5
Título : O nome do vento
Autor: Patrick Rothfuss
Editora: Arqueiro
Páginas: 656
Sinopse:Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso.Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, O nome do vento acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano - os lendários demônios que assassinaram sua família no passado.
Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade.
Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade - notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame.
Nesta provocante narrativa, o leitor é transportado para um mundo fantástico, repleto de mitos e seres fabulosos, heróis e vilões, ladrões e trovadores, amor e ódio, paixão e vingança.


















